segunda-feira, 26 de março de 2012
O Antigo Regime
O rei francês, Luís XIV(1643 - 1715), apelidado de Rei Sol,foi um modelo de rei absolutista. O palácio de Versailles, que ele mandara construir, e o luxo de sua corte foram imitados por reis de outros países.
A desigualdade perante a lei marcava a sociedade os países absolutistas. Clero e nobreza, a minoria da população, gozavam de privilégios e prestígio, estavam isentos de pagar impostos, além de serem os proprietários de grande parte das terras.
O restante da população, uma camada heterogênea formada por camponeses, artesãos, comerciantes e trabalhadores urbanos, pagava todos os impostos e não possuía direitos políticos.
O rei interferia na economia do país: controlava preços, estabelecia regras para o comércio e a produção de mercadorias. As colônias serviam como fornecedoras de metais preciosos à metrópole e eram obrigadas a consumir exclusivamente os produtos vendidos pelos comerciantes autorizados pelo rei. Essa política econômica intervencionista chamou-se mercantilismo. O principal objetivo era o fortalecimento do Estado.
Grã-Bretanha e França eram as maiores potências europeias da época.
A Grã-Bretanha entrou no século XVIII sob o governo de uma monarquia constitucional e parlamentar, a única da Europa. A burguesia britânica, legislando por meio do Parlamento, tomou medidas que incentivaram o crescimento econômico do país.
Já a França começava a sentir os efeitos das dívidas contraídas com as guerras e as despesas da corte durante o governo de Luís XIV. Seus sucessores, Luís XV e Luís XVI, aumentaram os impostos, causando grande insatisfação popular.
O absolutismo, o mercantilismo, o sistema colonial e a divisão social baseada em privilégios foram elementos que caracterizaram o ''Antigo Regime'', que vigorou na Europa do Século XVI ao XVIII.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
O império Romano é dividido
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Marcas do processo de formação do Brasil na sociedade atual
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
A Revolução de Avis e o comércio português
Os comerciantes, os artesãos,alguns nobres e o povo em geral apoiaram o Mestre de Avis,temendo que o país passasse para o domínio castelhano.A maioria dos nobres apoiou o rei de Castela e lhe forneceu ajuda militar,esperando obter terras,poder e privilégios com a vitória dos castelhanos.
As forças do mestre de Avis venceram a luta.Em 1385,ele foi aclamado rei,com o título de D. João I.Por dois séculos,a dinastia de Avis governou Portugal.O rei submeteu os nobres rebeldes e tomou medidas beneficiando os burgueses,muitos dos quais receberam cargos do governo.A aliança entre o rei e a burguesia reanimou o comércio marítimo português.
Portugal importava cereais,especiarias e artigos orientais que chegavam a Ceuta,cidade do norte da África sob o domínio muçulmano.Ali chegavam também as ricas mercadorias vindas da África,Pérsia e Índia,que tanto interessavam aos europeus.Os comerciantes venezianos havia tempos monopolizavam o comércio desses produtos,obtendo altos lucros, pois os vendiam por preço dezenas de vezes mais altos que custavam no lugar de origem.O ouro e a prata para pagá-los escasseavam.
Os comerciantes portugueses pressionaram o rei D. João para que organizasse uma expedição militar para tomar Ceuta.Os comerciantes pretendiam comprar as mercadorias diretamente na cidade,sem intermediários:e os nobres desejavam combater os ''infiéis''(os muçulmanos) e beneficiar-se com os saques e as terras conquistadas.D.João encarregou seu terceiro filho,o infante D. Henrique,de preparar a expedição.Em agosto de 1415, a cidade foi atacada,saqueada e tomada pelos portugueses.Poucos anos depois,no entanto,eles perceberam que a vitória não trouxera vantagens:as caravanas árabes deixaram de passar em Ceuta,e a cidade perdeu sua importância comercial.
Mas os portugueses não desistiram de ampliar seu comércio e procuraram atingir outros locais onde pudessem obter ouro e mercadorias.Começava uma nova era na história de Portugal e da Europa:a das Grandes Navegações.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Formação de Portugal: de feudo a reino
Foi somente a partir XI que as cruzadas contra os mouros começaram a ter sucesso.Os cristãos Ibéricos chamaram essas lutas de reconquista.A vitória foi conquistada passo a passo:durante 4 séculos(do XI ao XV),as lutas da reconquista formaram os territórios de Portugal e Espanha.
Afonso VI(de 1042 - 1109), rei de Leão e Castela,foi um dos maiores soberanos da reconquista.Dispondo de grande força e prestígio na Europa,conseguiu auxílio militar de nobres franceses.Em troca pelos serviços prestados,o rei concedeu-lhes parte das terras tomadas dos muçulmanos.Um dos feudos concedidos foi o condado portucalense, cujo senhor tornou-se,então,Vassalo de Afonso VI.
Em 1139,Afonso Henriques senhor do condado,desafiou os costumes feudais:revoltou-se com seu sucerano(o rei de Leão e Castela) declarando-se rei.Afonso Henriques continuou a luta contra os muçulmanos estendendo o território português para as áreas conquistadas.Ajudado pelos cavaleiros da segunda cruzada,que passavam pelo litoral português a caminho de Jerusalém,conseguiu expulsar os muçulmanos de Lisboa(1147).Conquistada,Lisboa tornou-se a capital do reino de Portugal.
Para consolidar seu domínio,o rei tratou de incentivar o povoamento das terras:atraiu moradores e colonos com privilégios especiais,distribuiu castelos a nobres e terras a ordens religiosas.De todos exigiu de troca lealdade,a defesa de suas aldeias e cidades, e o pagamento de tributos.
Ainda ameaçados por poderosos,os muçulmanos e o reino de Leão e Castela,o rei português centralizou todos os poderes em suas mãos.Controlou o nobres e aproximou-se dos burgueses,dando alguns direitos as cidades protegendo o comércio.
Em meados do séculos XIII,Portugal estava completamente formada:a conquista do território terminara e o país era governado por um rei forte.Nenhum outro monarca europeu naquela época,esperimentara situação igual.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
As muitas faces do Islã hoje
Essas imagens exóticas estão na cabeça da maioria dos ocidentais. São visões fragmentadas, pois dizem respeito a apenas uma parcela do mundo mulçumano. Calcula-se que hoje há cerca de 1,45 bilhão de seguidores do Islã espalhados por todos os continentes: 980 milhões na Ásia , 420 milhões na África, 35 milhões na Europa e 15 milhões na América e na Austrália. Eles têm opiniões divergentes sobre política, vida familiar, questões sociais e outros assuntos. Podem estar no metrô de São Paulo, vestidos de terno;ou no deserto do Saara, usando túnicas e montados em camelos. Podem ser famosos, como o boxeador norte-americano Mike Tyson, ou desconhecidos, como um camelô em Ciudad del Este, no Paraguai. Mas todos compartilham dos mesmos princípios religiosos básicos e recitam o Corão e oram 5 vezes por dia voltados para Meca.
O Islã congrega pessoas de países e de etnias distantes e diferentes entre si.
- Então nem todo mulçumano é árabe, mas todo árabe é mulçumano?
Por ter nascido na Península Arábica e ter sido difundido na língua árabe, o Islã acabou por ser identificado pelos ocidentais como a ''religião dos árabes''. Mas quem são os árabes? Qualquer pessoa que tenha o árabe como língua materna e que se identifique com a cultura árabe é assim considerada. Omundo pessoa que tenha o árabe abrange não só os países da Península Arábica, mas ainda Argélia,Egito,Iraque,Jordânia,Líbia,Marrocos,Sudão,Síria e Tunísia. No mundo árabe, o Islã é a religião da maioria da população.
Contudo, existem árabes não mulçumanos que professam outras religiões, como o Cristianismo e o Hinduísmo.Há, também, mulçumanos não árabes, como os turcos, os iranianos e os paquistaneses.
Portanto, nem todo árabe é mulçumano e nem todo mulçumano é árabe.
Retirado do livro 'História em documento 7° ano'
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Um estado e uma sociedade diferentes
Nasceu uma forma de Estado diferente. Costumamos relacionar o Estado a uma administração centralizada, a um governo constitucional sediado em uma cidade que serve de capital política do país. Essa forma de Estado não existiu na Idade Média.
Qual era a concepção de Estado na Idade Média?
Na Idade Média, o poder do Estado estava descentralizado e disperso entre vários senhores na área rural. Os senhores feudais sentiam-se donos das pessoas e do território que governavam.Entregavam lotes de terra(os feudos) e as famílias camponesas que neles trabalham para seus guerreiros como recompensa por serviços prestados. Não tinham a noção de bem comum. Buscavam atender interesses privados e imediatos. O juramento de lealdade assegurava o compromisso entre o senhor e seus vassalos. Era sagrado e quebrá-lo se considerava um grande pecado; por isso ele era feito diante de autoridades da igreja e com as mãos sobre a Bíblia ou um relicário.
O juramento, feito de homem,para homem, só tinha valor enquanto os dois vivessem; na morte de um deles, o contrato precisava ser renovado. As relações sociais na Idade Média eram pessoais. Os vassalos obedeciam ao senhor mais próximo e não ao senhor distante demais - o rei -, pois temiam muito mais a vingança do vizinho poderoso soberano que a do soberano. O rei não passava de um senhor feudal cujo prestígio era mais simbólico do que material: ele era respeitado, mas nem sempre obedecido e temido, pois não tinha sequer um exército nem finanças.
CONTINUA
sábado, 14 de maio de 2011
Os que trabalham: os servos
- a corveia: cuidar da terra dor senhor durante certo número de dias (no máximo 40 dias) e fazer todo o serviço necessário no feudo e no castelo: reparar as muralhas, limpar chaminés e fossas, construir pontes e estradas, limpar canais e outros.
- a talha: entregar ao senhor uma parte de que produzia (cereais, ovos, lã, mel e outros)
- as banalidades: pagar em produtos para usar as instalações do feudo (celeiro,moinho e outras)
Os servos não eram livres, pois não podiam abandonar o feudo e deviam obediência total ao senhor. Mas também não eram escravos, pois não pertenciam ao senhor; não podiam ser vendidos nem comprados.
A vida fora do feudo era difícil.As invasões bárbaras e as guerras arruinaram o comércio, despovoaram as cidades e tornaram inseguras as viagens. Muitas áreas de cultivo foram devastadas.
No feudo se produzia todo o necessário para viver : alimentos, tecidos e roupas, móveis,armas, ferramentas, carroças, utensílios de cozinha, velas para iluminação, sabão, arreios e selas para os cavalos. A economia feudal era autossuficiente e fechada, isto é, voltada para satisfazer as necessidades locais e não para vender e obter lucro.
Desconheciam-se técnicas de adubação, por isso aproveitava-se mal a terra. Só parte dela era cultivada, a outra ficava em repouso para regenerar-se. A fome e as doenças eram frequentes. O alto índice de mortalidade mantinha a população dos feudos em número reduzido. A condição do servo era hereditária, assim como a da nobreza. Os altos membros do clero, como os bispos e os abades, também eram senhores, pois possuíam terras e servos.Essa sociedade rígida , em que a posição social dos indivíduos é hereditária, chama-se sociedade estamental.
Na idade média, de acordo com as funções desempenhadas na sociedade, havia 3 estamentos ou ordens: os senhores, os servos e o clero. Aos senhores cabia lutar por seus suseranos e em defesa de seus feudos. Valorizavam a coragem, a fidelidade e a força física e desprezavam o trabalho. Os servos trabalhavam, cumpriam suas obrigações, pagavam as taxas e obedeciam a seus senhores. O clero orava por todos.
Texto retirado do livro ''História em documento 7° ano''
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Um estado teocrático de mil anos
O imperador bizantino era nomeado por aclamação do povo, do senado e do exército. O poder imperial não era hereditário, mas o imperador costumava indicar seu sucessor. O imperador era considerado representante de Deus na Terra e, por isso, sua figura era sagrada. Usava uma coroa preciosa que lhe cobria toda a cabeça,vestia-se com túnicas de seda bordadas com ouro e pedras preciosas e vivia em palácios suntuosos, onde ocorriam cerimonias grandiosas, durante as quais todos deveriam se ajoelhar diante dele. Nos retratos era representado com uma auréola, como santo. Sua autoridade era absoluta: tinha todos os poderes e dele dependiam todas as decisões políticas, militares, econômicas e religiosas. O Estado Bizantino era, portanto, autocrático e teocrático.
No século VI, o imperador Justiniano (527 - 565) pretendeu reconstituir a unidade e a grandeza do Império Romano. Enviou seus exércitos para lutar contra os bárbaros germânicos e reconquistar os territórios sobre o domínio deles na África, Itália e Espanha. Sob seu governo, o Império Bizântino atingiu sua maior extensão. A navegação mediterrânea foi restabelecida e abriram-se novas rotas comerciais. Atrvés do Mar Vermelho, embarcações bizantinas chegavam ao Ceilão (atual Sri Lanka, a sudeste da Índia), um centro distribuidor de produtos indianos e chineses. Justiniano também mandou erguer muralhas e fortificações em todas as fronteiras e construir estradas, pontes, edifícios públicos e igrejas. Uma de suas mais importantes realizações foi a criação do Corpus Juris Civiles ou Código de Justiniano - a complicação do Direito Romano, que serviria de base para os códigos atuais.
As conquistas de Justiniano não foram preservadas. Novos invasores se apoderaram de grande parte delas: os lombardos ocuparam a Itália; os visigodos, a Espanha; os eslavos, os ávaros e os búlgaros, os Bálcãs; os árabes, a Síria, a Palestina, o Egito e a África do Norte. No século IX só restavam a Grécia, a Macedônia e a parte da Ásia Menor. Porém, entre os séculos IX e XI, o Império Bizantino reviveu uma época de esplendor. Constantinopla tornou-se um ativo e rico centro comercial e cultural atraindo a cobiça de italianos, árabes e turcos.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Por que o Império Bizantino exerceu tanto facínio?
Os embaixadores árabes chegaram ao palácio imperial na hora marcada.Estavam vestidos com ricos mantos especialmente encomendados para eles pelo imperador bizantino. Era preciso estar convenientemente vestido para aparecer diante de sua sagrada pessoa.Por isso, aguardavam ansiosos aquele encontro, imaginando os requintes e o luxo que conheciam.Mas não poderiam imaginar o que lhes aguardava: uma atmosfera de encantamento que mais parecia sonho do que realidade.
Passaram por um labirinto de corredores de mármore, de salas decoradas com mosaicos e brocados de ouro. A sala de audiências era iluminada por reluzentes candelabros de ouro suspensos por correntes de cobre prateado. Dezenas de velas acesas davam uma mágica luminosidade ao ambiente, e as sombras de suas chamas tremulas pareciam fantasmas dançando nas paredes do palácio.
O chão estava coberto por hera e folhas de louro, de alecrim e de rosas. À medida que os embaixadores caminhavam, esmagavam as plantas com seus pés, exalando delas um doce perfume.
Por todo lado, viam-se valiosos tapetes persas. Ao lado do trono, estavam perfilados os guardas imperiais vestidos de branco e portando certos. Seguravam escudos de bronze onde se via gravada a famosa cruz,símbolo do nome de Cristo em grego. Grupos de nobres e bispos ricamente trajados se espalhavam pelo salão. Em uma galeria mais alta, um coro entoava aclamações ao imperador e a Deus. Anunciaram os visitantes em voz melodiosa.
O imperador estava sentado em um magnífico trono vestido com um manto púrpura cravejado de pedras preciosas. Um grande broche de ouro contornando com pérolas prendia o ombro direito da veste que lhe cobria até a testa e caía em franjas de pedras sobre a face.
Ladeando o trono, estavam dois leões de bronze dourado. Um pouco à frente, erguia-se uma árvore também de bronze cujos ramos estavam decorados com pássaros dourados.No momento que os embaixadores se ajoelharam aos pés do imperador, os pássaros começaram a cantar e os leões a rugir e a sacudir os rabos. Pareciam vivos! Algum mecanismo desconhecido operava esta maravilha que emudecia de espanto a todos os presentes.O coro elevava sua voz como uma legião de anjos misturando sua música ao som dos animais mecanizados.
Depois que fazerem as três prosternações necessárias,os visitantes ergueram os olhos e... surpresa: o trono e o imperador sumiram! Olharam ao redor assustados e ergueram os olhos para o alto: lá estava o imperador pairando perto do teto vestindo outros mantos ainda mais suntosos. Era uma visão ao mesmo tempo mágica e intimidadora. O imperador parecia ter ascendido aos céus e ficado mais imponente,mais majestoso e mais divino. Os que estavam abaixo dele sentiam-se pequenos,insignificantes e fracos. E foi nessa posição que os embaixadores árabes tiveram que continuar a audiência.
Fonte de pesquisa: relato de Liutpant de Cremona, feito no século X sobre a recepção que lhe deu o imperador bizantino Constantino VII, e no relato d negociantes árabes.Texto retirado do livro História em documento 7° ano.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
A rica Constantinopla
